28/01/2013 Com 4 prisões, especialista critica fiscalização da Lei Seca em Campinas

Balanço da PM diz que 2 mil foram abordados nos 15 primeiros dias do ano.
Nesta quinta, vigilante morreu após acidente envolvendo embriaguez.

Um balanço divulgado pela Polícia Militar de Campinas (SP) aponta que quatro pessoas foram presas nos 15 primeiros dias do ano por dirigir sob efeito de álcool. Pelos dados da PM, as prisões representam 1,3% do total de pessoas (2.089) que foram abordadas por policiais em blitze neste período. O número é considerado baixo pelo especialista em trânsito Rogério Alves, que culpa a falta de fiscalização.

“Sabemos que o número de pessoas que toma bebida alcoólica e dirige é muito maior que isso. A falta de fiscalização faz com que a lei não pegue de verdade”, disse Alves. O major da PM, Marci Elber discorda da visão e afirma que o número foi alto se comparado com o de dezembro, quando não houve nenhuma prisão pela Lei Seca.

“Parece pouco num primeiro momento. Mas quatro já é um número significativo. Nós podemos entender que as abordagens aumentaram, porém as pessoas estão mais cautelosas”, afirma. Elber diz que em comparação com o último mês de 2012, a Polícia já realizou o dobro de abordagens em Campinas.

Segundo o oficial, entretanto, caiu a frequência da utilização do bafômetro porque a população está mais cuidadosa desde que houve um endurecimento da Legislação, em dezembro. Nas duas primeiras semanas de janeiro, dos 2.089 motoristas abordados, a 55 dees foi solicitado o exame do bafômetro. Destes, 28 pessoas aceitaram fazer a averiguação e 27 se recusaram.

Morte em Campinas
Nesta quinta-feira (24), o vigilante José Carlos Dias morreu após ter sido atropelado por um economista aparentemente embriagado. A morte reacendeu a discussão sobre a eficácia da Lei Seca, já que, embora tenha havido relatos de testemunhas afirmando que o economista estava embriagado, o autor do crime foi solto após pagar R$ 8 mil de fiança.

“Você acha que R$ 8 mil paga uma vida? Não paga. Pra família só sobra a dor e a tristeza de mais um que se vai.”, disse Ismael Nascimento primo da vítima. A família, de acordo com o advogado Paulo Cicconi vai acionar a Justiça por danos morais e materiais.

“A ideia é que a família seja indenizada pelo sofrimento que está vivendo agora e pelos danos materiais que decorrem da interrupção da vida dele, da diminuição da renda da família”, explica o defensor.

 

Fonte: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2013/01/com-4-prisoes-especialista-critica-fiscalizacao-da-lei-seca-em-campinas.html

Data: 26/01/2013