18/02/13 Gordura abdominal pode influenciar na libido

Para muitos homens a ‘barriga de chope’ não passa de um incômodo estético. Mas a gordura abdominal pode causar inúmeros problemas à saúde e influenciar no desempenho sexual. Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) aponta que o homem brasileiro está mais barrigudo, sedentário, acima do peso e desatento com a sua saúde. De acordo com essa pesquisa, 51% estão acima do peso, 64% nunca realizaram exames para medir os níveis de testosterona, 38% não tem o hábito de ir ao médico e 23% relacionam a obesidade ao envelhecimento. Além disso, 37% admitem o uso de remédio para ereção.

Segundo o médico clínico geral atuando no segmento da obesidade, João Pinheiro (CRM-SP 74.184), a gordura abdominal é um fator de risco para doenças cardiovasculares como infarto, hipertensão e Diabetes tipo II. “O excesso de gordura acumulada no abdômen não afeta apenas a questão estética, mas a saúde sexual do homem. Por ser ainda a responsável pela redução dos níveis de testosterona, o que provoca um desequilíbrio hormonal, sendo um dos fatores de risco para o surgimento de problemas como a falta de ereção”, alerta.

O volume da gordura abdominal coloca a saúde sexual do homem em risco a partir do momento que a cintura ultrapassa 94 cm, aumentando de duas a três vezes as chances de impotência sexual. “Quando ocorre o aumento da gordura abdominal os níveis de testosterona podem ficar comprometidos e cair. Além disso, o homem corre o risco de sofrer com a obstrução das artérias pela gordura e, caso isso aconteça, o homem irá sentir dificuldade na irrigação peniana, impedindo que alcance a ereção”, destaca o médico.

Além disso, a gordura abdominal pode causar doenças cardíacas, Diabetes, síndrome metabólica, derrame, colesterol elevado e pressão alta. “Quanto mais gordura armazenada nessa região maior a chance de infarto e derrame, principalmente, se este volume estiver acompanhado de pressão alta, colesterol alterado, Diabetes ou cigarro”, informa Pinheiro.

Sem medo de medir-Para acabar com dúvidas, pegue uma fita métrica e meça a circunferência abdominal. O médico explica que o correto é posicionar a fita métrica entre a borda inferior das costelas e a borda superior do quadril. “Depois o correto é relaxar o abdômen e expirar no momento de medir, fazendo o registro. A medida de mais de 90 cm para os homens e mais de 80 cm para as mulheres, denuncia faixa de risco. E se essa medida for superior a 102 cm para o sexo masculino e 88 cm para o feminino, o perigo é infinitamente maior”, alerta.

Vale lembrar que, o problema não afeta apenas os homens, nas mulheres, a medida ideal é de 80 centímetros. Acima disso, é preciso ficar em alerta.

Cuide da sua saúde -Sedentarismo, predisposição genética, falta de dieta equilibrada e estresse são os fatores que contribuem para a gordura ficar localizada na região abdominal. “O estresse eleva o nível do hormônio cortisol no sangue provocando aumento de apetite e, consequente, ganho de peso. Para prevenir o problema, o indicado é realizar atividade física, ingerir mais frutas e legumes, evitar alimentos gordurosos ao estilo fast food e cultivar bons hábitos”, recomenda Pinheiro.

Para reduzir a barriga são necessários os seguintes cuidados: ainda não existe milagre para se livrar da barriga. A única forma é mudar os hábitos, associando regime com atividades físicas. Siga os conselhos do médico João Pinheiro para perder algumas medidas: .Não consuma alimentos industrializados, frituras, doces e biscoitos (pois são repletos de gorduras do "mal");

.Consuma mais gorduras do "bem" como azeite extravirgem na salada, castanhas, peixes gordurosos como salmão, sardinha, cavala (óleos de peixe e linhaça também são boa forma de acrescentar gorduras do bem no seu dia a dia);

. Troque os pães e o arroz pelas versões integrais;

. Ingira sempre, no almoço e no jantar, salada de vegetais (se for cozido que seja no vapor) e faça atividade física, pelo menos, quatro vezes por semana. Para quem quer se livrar da barriga, é importante também evitar o consumo de bebidas alcoólicas ou ingerir moderadamente.

Fonte: http://www.revistafatorbrasil.com.br/ver_noticia.php?not=226214

Em 18/02/13