22/02/13 O caranguejo está de volta aos bares e restaurantes de Fortaleza

 

Depois de praticamente desaparecer dos bares e restaurantes de Fortaleza, o caranguejo está de volta. O aumento da demanda e o defeso foram responsáveis por zerar os estoques de caranguejo nas barracas de praia e nos restaurantes da Capital. Consumidores que procuraram pelo produto após o Carnaval tiveram dificuldade para encontrá-lo.


De acordo com a presidente da Associação dos Empresários da Praia do Futuro, Fátima Queiroz, na semana passada, as barracas de praia receberam uma quantidade, acima da esperada, de turistas e cearenses, o que demandou todo o estoque armazenado. Segundo ela, foram cerca de 400 mil visitantes no período de uma semana. “Nós tivemos um problema de estocagem, justamente por ter sido um período muito esticado. Teve um fluxo extraordinário durante o Carnaval. Isso acarretou um consumo maior e problema de estoque”.


A grande procura durante o feriadão impactou na oferta de caranguejo, até mesmo, na última quinta-feira, dia tradicional de consumo do crustáceo. Coincidentemente, o período do defeso do caranguejo, na semana de 11 a 16 de fevereiro, impediu que os comerciantes fizessem a reposição dos estoques. “É um período que a gente não tem a mesma quantidade de oferta”, afirma Fátima. De acordo com ela, numa semana típica, chegam a ser consumidos 40 mil caranguejos nas praias da Capital.


Ainda segundo a presidente, que representa os barraqueiros da Praia do Futuro, o desabastecimento não deve inflacionar os preços do caranguejo nas barracas de praia, uma vez que o crustáceo sofreu reajuste, no final do ano passado, de 12% a 15%. “O valor se mantém e as barracas têm um preço fixo. Não é porque está faltando caranguejo que as barracas aumentam o preço. Não existe essa prática”, garante. Ainda segunda ela, desde o início da semana, os barraqueiros estão repondo o estoque e não há riscos de falta do produto hoje.


Garantir o abastecimento de caranguejo na Capital é uma das dificuldades enfrentadas por empresários, segundo Ivan Assunção, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel-CE). Ele explica que a produção que abastece a Capital é trazida do Piauí, Maranhão e Pará. “O caranguejo, praticamente, já não existe nos mangues do Ceará. O transporte do caranguejo é o principal problema, porque o produto tem de chegar vivo. O transporte é muito sofrido, o que faz com que a gente chegue a ter perdas de até 50%”.

 

O quê


ENTENDA A NOTÍCIA


O aumento na procura por caranguejo e o período do defeso colaboraram para o desabastecimento de barracas da Praia do Futuro e de restaurantes da Capital. Empresários garantem que o produto já está de volta

 

NÚMEROS

 

R$ 5

é o preço médio do caranguejo em Fortaleza


40

mil caranguejos por semana são consumidos nas barracas de praia em Fortaleza

 

Saiba mais

 

Defeso de seis meses

Desde janeiro, durante seis semanas, a captura e comercialização de caranguejo estão proibidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Os próximos defesos do caranguejo acontecem entre os dias 26 de fevereiro e 3 de março, 12 e 17 de março e 28 de março a 2 de abril.


Estabelecimentos têm até o primeiro dia do defeso para informar os estoques de caranguejo ao Ibama.

Fonte: http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2013/02/21/noticiasjornaleconomia,3009351/o-caranguejo-esta-de-volta-aos-bares-e-restaurantes-de-fortaleza.shtml

Em: 22/02/13