18/03/2013 Rede de fast-food bane versão de batatas-fritas batizada de 'Virgem Maria'

A rede de fast-food britânica Pret A Manger decidiu retirar do cardápio uma versão de batatas-fritas denominada 'Virgem Maria'.

Rede de fest food (Foto: BBC)

A medida foi tomada após a cadeira de restaurantes receber reclamações de cunho religioso.

A empresa, que possui 350 lanchonetes no Reino Unido, havia lançado uma versão de batatas-fritas com tempero de tomate picante - baseada no popular coquetel 'Bloody Mary', porém sem teor alcoólico - na semana passada.

O nome escolhido para batizar o lançamento causou polêmica e rapidamente gerou críticas de grupos católicos, que o consideraram uma ofensa à mãe de Jesus Cristo.

Um porta-voz da companhia afirmou que a Pret A Manger analisou as reclamações cuidadosamente e decidiu retirar o produto do mercado.

'Não houve muitas reclamações', afirmou ele. 'Porém nossa decisão foi baseada na mensagem por trás dos pedidos de retirada do produto do mercado que recebemos', acrescentou.

O porta-voz disse ainda que 'por causa de um sabor particular de batatas-fritas, não queremos que ninguém se sinta ofendido'.

Pedido de desculpas

Em resposta às reclamações, a companhia divulgou uma nota em que se desculpava pela forma como batizou o produto.

'Queremos oferecer nossas desculpas pelo nome como batizamos nossa batata-frita. Essa não era nossa intenção.'

'Depois de receber inúmeros comentários iguais aos seus, nosso presidente seguiu sua recomendação e decidiu remover o produto de todas as nossas lojas.'

'Nós vamos doar as batatas-fritas restantes para entidades de caridade que apoiamos por todo o país.'

O reverendo Nick Donnelly, diácono da Diocese de Lancaster (noroeste da Inglaterra) e criador do site 'Protect the Pope', foi um dos que reclamaram à Pret A Manger.

Após a decisão tomada pela rede de fast-food, ele escreveu em sua página: 'Clive Schlee (CEO da Pret A Manger) e a Pret A Manger merecem nossos agradecimentos por ouvir nossas preocupações como católicos e por agirem rapidamente em remover o produto das lojas.'

Donnelly acrescentou: 'Uma das coisas em que precisamos pensar é o que esse incidente diz sobre como defenderemos nossa fé no futuro.'

'Por muito tempo, fomos passivos em relação ao escárnio contra nossa fé e à nossa discriminação como Católicos', afirmou o diácono.

O catolicismo não é a religião predominante no Reino Unido. Menos de 10% da população do país se considera católica.

Fonte: g1.com.br