02/04/13 “Dia da Mentira” é oportunidade para marcas atingirem público de forma irreverente

Existe pelo menos um dia no ano em que produtos e serviços jamais imaginados tornam-se possíveis. Nesta data, grandes empresas do ramo de tecnologia, automóveis, redes de fast food, entre outras, aproveitam para apresentar suas mais criativas novidades. Entre elas, notebooks para cachorros e tablets no formato de coração ou ainda hambúrgueres para canhotos e carros com hélices. Mas antes que algum consumidor desavisado se anime com uma dessas inovações, a data em questão para os lançamentos é o “Dia da Mentira”, período escolhido por algumas marcas para gerar buzz entre seu público-alvo.
Também conhecida como April Fool’s Day ou All Fools’ Day, a data é comemorada em diversos países do mundo e já se tornou bastante tradicional para empresas como o Google, que todos os anos “lança” um produto no dia. A mentirinha é tão bem feita que a empresa desenvolve até sites e vídeos tutoriais que legitimam de tal forma a invenção que não são raros os consumidores que caem na brincadeira.
“O dia da mentira é curioso, porque se permite fazer mais brincadeiras. Isso cria um certo relaxamento para que as agências possam criar coisas mais divertidas que em outros dias, em que geralmente não há essa permissão”, defende Vitor Knijnik, vice-presidente de criação da VML.
Nesta segunda-feira, 1º de abril, diversas empresas anunciaram suas "novidades". O Google, por exemplo, tem a tradição de aproveitar a data para brincar com seus consumidores. Desta vez, a empresa anunciou o fim do Youtube pelos próximos 10 anos alegando que o serviço de vídeos era, na verdade, um projeto que visava escolher o melhor vídeo do mundo. Já a ferramenta Google Nose promete vincular diversos aromas aos resultados obtidos nas buscas online.

Para Alexandre Nego Lee, diretor de criação da agência Talent, o “Dia da Mentira”, como outras datas ou fatos que estejam na pauta da vida das pessoas, pode ser uma oportunidade de ação. “A ideia tem de ser boa, lógico, mas também pertinente, inusitada e, especialmente, rápida.” Patrícia Albuquerque, diretora de conteúdo da agência Espalhe, concorda com o colega. “Você precisa estar muito ligado, porque precisa ser uma campanha em cima do lance. Se você perder um pouquinho o timing, ela perde a mão. Senão fica parecendo uma coisa antiga, atrasada. Não adianta fazer uma campanha de oportunidade no dia seguinte.”
DESCONSTRUINDO

Reza a lenda que, ao juntar mil lacres de latas de refrigerante, é possível trocá-las por uma cadeira de rodas. Já que essa história é uma verdadeira lorota, por que não torná-la real em pleno dia da mentira? Este foi o desafio de Guaraná Antarctica ao lançar sua campanha no dia 1º de abril de 2011.

Segundo Bruna Buás, gerente de marketing da marca, a ação foi uma forma de desconstrução do Dia da Mentira. “Quisemos sair do lugar-comum em que as pessoas caem na data. Como Guaraná é uma marca querida dos brasileiros, as pessoas se identificam; pensamos numa ação que também pudesse devolver algo de bom para o consumidor. Resolvemos transformar os lacres em cliques, de forma que, a cada mil ‘gostei’ no vídeo da campanha, doaríamos uma cadeira de rodas.”

A campanha de oportunidade foi criada e desenvolvida pela agência Espalhe, responsável por gerenciar e criar ações que gerem conversas espontâneas sobre Guaraná Antarctica no meio digital. Segundo Patrícia, a ação teve como diferencial um uso inteligente do canal da marca no Youtube. “O que é incrível sobre esse case em relação aos resultados é que, comparando esse vídeo com outro também da marca que postamos na mesma época e que ficou o mesmo tempo no ar, os dois têm a mesma quantidade de views. Num primeiro olhar, pode-se dizer que houve o mesmo resultado. Mas, para a Espalhe, houve uma diferença fundamental entre esses dois vídeos. O da campanha de Dia da Mentira tem um número de ‘gostei’ e de comentários muito superior.”
A gerente de conteúdo explica que o 1º de abril é um assunto que já é conversa independentemente de Guaraná, e que o desafio foi justamente entrar nessa discussão de forma relevante. “Por a marca ter uma característica de ser extremamente gregária, que torna os momentos entre amigos mais interessantes, achamos que faria sentido contar uma história que evidenciasse o poder que a gente
tem quando a gente reúne as pessoas”, conta Patrícia.

A campanha no Youtube durou uma semana e rendeu à marca 48 mil “gostei”, convertidos em 50 cadeiras de roda. Os equipamentos foram doados a instituições como AACD, Projeto Aprendiz, Casa do Zezinho, entre outras. Para Bruna, Guaraná tem alguns valores que deseja passar em suas campanhas e escolhe datas em que possam ser trabalhados alguns atributos da marca. “Datas como Dia da Mentira têm um apelo midiático bacana e é interessante que cada marca entenda seu território. Para Guaraná, escolhemos datas que se encaixem com alguns valores, como o Dia da Pizza e o Dia dos Namorados.”
Em 2012, a bebiba apostou novamente na data para dialogar com seus consumidores. Desta vez, a ação foi voltada para a página da marca no Facebook. Ao longo do dia, a agência Espalhe publicou banners com dicas desmistificando algumas lendas da internet. Com o mote “quem compartilha amigo é”, em referência ao ditado “quem avisa amigo é”, o objetivo da campanha foi fazer com que os fãs da marca compartilhassem as dicas da fan page com seus amigos. Frases como “É mais fácil alguém dar o último gole de Guaraná para você do que a cor do seu Facebook mudar”, por exemplo, foram compartilhadas por mais de três mil pessoas, gerando conversas espontâneas na web.
CAIU NA REDE...

Apesar de o Dia da Mentira ser uma excelente oportunidade de inserir de forma inteligente as marcas nas conversas que acontecem sobretudo na internet, há sempre o risco de a brincadeira ser mal compreendida. “Num mundo onde todos podem produzir e distribuir conteúdo não existe campanha 100% blindada”, defende Patrícia.
Outro fator importante na hora de pensar na campanha é sua adequação ao perfil da marca. Para Knijnik, o segredo de uma boa ação de oportunidade depende da capacidade criativa da agência de aproveitar a data e transformar isso em algo relevante. “Natal, por exemplo, é uma data boa para o comércio, mas do ponto de vista de criação é sempre muito difícil para fugir do clichê e fazer algo original.”
Lee, da Talent, argumenta que é importante estar preparado, porque reações adversas sempre vão acontecer, mas que a campanha só será um tiro pela culatra dependendo da maturidade e coragem dos envolvidos para manter a proposta. “Mentira é ruim. Brincadeira é bom. Sempre vai haver riscos, ainda mais em tempos em que todo mundo tem voz e a usa para falar à vontade o que quiser.”
Segundo Knijnik, para não passar sufoco, é importante analisar se dentro do planejamento estratégico e criativo da marca cabe uma campanha para o Dia da Mentira, se ela tem algum gancho e se oferece a possibilidade de criar algo interessante. “Não vale a pena forçar, porque vai parecer apenas um exercício para aproveitar a data.”
A Talent, responsável pela conta da Semp Toshiba no país, sabe melhor que ninguém os riscos de uma campanha de oportunidade. Em 2012, a marca de eletrônicos entrou na brincadeira do 1º de abril e anunciou tablets em formatos de losango, oval e até de coração nos Estados Unidos. Questionado se a campanha poderia ser replicada no Brasil, Lee defende que a importação é arriscada. “Por mais que o mundo esteja globalizado, as características específicas de cada região são decisivas para determinar a adesão de um público local e, obviamente, o sucesso da ação”.
Quem resolveu apostar suas fichas e importar uma de suas campanhas de Dia da Mentira para o Brasil foi a rede de fast food Burger King. Em 1998 a lanchonete publicou no jornal USA Today um anúncio a respeito do novo hambúrguer WHOPPER® Canhoto. O sanduíche foi disponibilizado apenas no April Fool’s Day em todos os restaurantes locais. A grande sacada da brincadeira foi que, na verdade, o lanche era o mesmo de sempre. O único detalhe era que o sanduíche foi girado 180 graus na bandeja, para que ficasse mais confortável na mão esquerda dos 32 milhões de norte-americanos canhotos.
Mais de dez anos após a campanha, foram os brasileiros que puderam provar o “novo” sanduíche em 2011. A ação foi adaptada pela agência PP7. Ao entrar no site da marca, os consumidores encontraram um banner que divulgava o suposto lançamento WHOPPER® Canhoto. A campanha foi destaque nos principais veículos especializados e também nas redes sociais com a hashtag #whoppercanhoto. “O humor é uma arma importante que funciona para todo mundo, mas acima dele é fundamental uma boa ideia”, finaliza Knijnik.
Fonte:portalimprensa.uol.com.br
Em: 02/04/2013

Em vez de abrir o cardápio e chamar o garçom para fazer o pedido, os clientes do restaurante japonês Kazumi, na capital paulista, pedem os pratos diretamente por tablets em suas mesas.

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/economia/2013/04/02/restaurante-japones-substitui-cardapio-por-tablets-e-reduz-espera.jhtmEm vez de abrir o cardápio e chamar o garçom para fazer o pedido, os clientes do restaurante japonês Kazumi, na capital paulista, pedem os pratos diretamente por tablets em suas mesas. O pedido é enviado diretamente para a cozinha e não é necessário que o garçom tome nota. Segundo o sócio do estabelecimento Edivaldo Aparecido dos Santos, 39, desde que o sistema foi adotado –há dois meses–, o tempo de espera dos clientes caiu pela metade.

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