02/04/13 Alsea assume 100% das operações da Starbucks no México

A operadora mexicana de franquias Alsea anunciou nesta segunda-feira um acordo para assumir o controle de 100% das operações da rede de cafeterias Starbucks no México. Em comunicado, a Alsea disse que comprou a participação de 18% que a Starbucks Coffee International detinha na unidade que opera as cafeterias da Starbucks no México. O valor do negócio não foi divulgado.

Além do controle de 100% das operações da rede norte-americana no México, o acordo dará à Alsea a opção de estender por mais 10 anos - até 2037 - seu direito de exclusividade no desenvolvimento de lojas da Starbucks no país.

A Alsea disse que pretende abrir 50 cafeterias ao ano nos próximos cinco anos. O plano anterior era de 45 lojas ao ano. No final de dezembro, a Alsea operava 367 cafeterias da Starbucks no país.

A empresa também é a operadora das redes de fast food Domino's Pizza, Burger King e outras franquias no México e partes da América do Sul. As informações são da Dow Jones.

Fonte: www.G1.com.br

Em: 02/04/2013

Em vez de abrir o cardápio e chamar o garçom para fazer o pedido, os clientes do restaurante japonês Kazumi, na capital paulista, pedem os pratos diretamente por tablets em suas mesas. O pedido é enviado diretamente para a cozinha e não é necessário que o garçom tome nota. Segundo o sócio do estabelecimento Edivaldo Aparecido dos Santos, 39, desde que o sistema foi adotado –há dois meses–, o tempo de espera dos clientes caiu pela metade. “No tablet, conseguimos colocar mais fotos e informações sobre os pratos. O cliente não precisa esperar pelo garçom e perguntar o que vem no pedido”, afirma. Para quem não tem afinidade com o equipamento, os funcionários auxiliam na realização do pedido. Ainda assim, se o cliente não se sentir à vontade, ele pode solicitar o cardápio tradicional. Tecnologia supre falta de mão de obra O empresário diz que instalou os aparelhos devido à dificuldade em encontrar profissionais que conhecessem a culinária japonesa. Com os equipamentos, ele conseguiu reduzir o quadro de funcionários. “Antes, precisava de sete garçons. Hoje, quatro dão conta do trabalho.” Ao todo foram comprados 25 tablets, um para cada mesa. O valor do investimento na aquisição dos equipamentos não foi divulgado. No entanto, o preço de um iPad (referência de mercado) no site da Apple no Brasil varia de R$ 1.749 a R$ 2.499, dependendo da configuração. Dez aparelhos como esse, por exemplo, custariam a um empresário um investimento entre R$ 17,4 mil e R$ 24,9 mil. Tablets são tendência nos restaurantes Para o presidente da Abrasel-SP (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em São Paulo), Joaquim Saraiva, os cardápios digitais são uma tendência no país. Na Europa e nos Estados Unidos já é mais comum estabelecimentos utilizarem tablets para fazer o pedido. Além de agilizar o atendimento, a tecnologia também pode reduzir os custos com a impressão de cardápios no longo prazo, segundo Saraiva. No entanto, o preço do equipamento no Brasil ainda é caro, o que dificulta a compra. “Está vindo uma geração de clientes que é extremamente ligada à tecnologia e não tem nenhuma dificuldade em trabalhar com a modernidade. O cardápio digital vai passar a ser uma preferência deles”, diz. Cardápio tradicional deve ser mantido Mesmo que o empresário opte por utilizar tablets nas mesas, o presidente da Abrasel-SP afirma que o cardápio convencional não deve ser abolido. De acordo com ele, ainda existem clientes tradicionais, pouco familiarizados com a tecnologia, que preferem o cardápio de papel. “Essa transição ainda vai demorar um pouco. Por enquanto, os restaurantes devem manter os dois formatos, com os tablets na frente e a opção do cardápio normal, caso o cliente prefira.” Saraiva estima que em três anos grande parte dos restaurantes brasileiros estará utilizando tablets, principalmente os novos, que já virão com esta proposta. Garçons e tablets podem coexistir Segundo o gerente jurídico do Sinthoresp (Sindicato dos Trabalhadores em Hospedagem e Gastronomia de São Paulo e Região), Antonio Carlos Nobre Lacerda, a implantação do atendimento com tablets não significa que os garçons perderão seus empregos. A tecnologia apenas substitui parte do trabalho desses profissionais. “Um tablet não recebe o cliente e nem arruma a mesa. O bom atendimento continuará a ser um diferencial”, afirma. Para Lacerda, a tecnologia tem o objetivo de facilitar o trabalho e proporcionar comodidade aos clientes. Ela não deve ser utilizada para reduzir a mão de obra. “Não se pode negar a presença da tecnologia nos dias de hoje. Implantar um sistema como estes necessita de planejamento”, diz.

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