31/10/2013 - Delivery diversifica e adere à tecnologia

Negócios saíram do tradicional telefone e, hoje, atuam até via aplicativos para smartphones

Antes limitado às chamadas telefônicas, a participação do delivery no mercado foi complementada pela internet e aplicativos móveis. De acordo com estimativas da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o segmento de delivery movimentou R$ 8 bilhões, em 2012.

Em busca de escapar do trânsito, economizar combustível ou, até mesmo, do estacionamento, os consumidores começaram a utilizar os serviços de entrega através de aplicativos no smartphone. Em alguns dos serviços, por exemplo, é possível realizar o pagamento por cartão de crédito direto do próprio celular ou identificar restaurantes que estão em funcionamento no momento da busca.

Start up no ramo de comida

Fundada em 2011, a start up brasileira iFood reúne mais de mil restaurantes e aceita pedidos por meio de aplicativo e de seu site. Em Fortaleza, o serviço da plataforma, que conta com cerca de 85 restaurantes cadastrados, consiste em, ao entrar no site, o cliente informar a sua localização e ver as ofertas dos comércios da sua região. A empresa mapeia os estabelecimentos já cadastrados na página por geoposicionamento e o usuário só precisa digitar o seu CEP para ter acesso a todo o servido.

"Recebemos aproximadamente dois mil pedidos por mês em Fortaleza. Em todo o Brasil, esse número chega a 90 mil ao mês", conta Felipe Fioravante, CEO do iFood. De acordo com o empreendedor, 50% das vendas do iFood são realizadas por meio de aparelhos celulares.

E a expectativa para 2014 é de triplicar esse número. "Estamos vendo um crescimento de 20% por mês no número de pedidos. Em 2014, esse aumento deve continuar em ritmo forte. A estimativa é de chegar a 300 mil pedidos por mês até o fim do próximo ano", comenta.

A estudante Narjara Caetano conta que ficou sabendo do serviço de delivery online através de amigos e, deste então, não para de usar. Ela também viu na praticidade uma maneira de desenvolver um hábito que não tinha: realizar compras pelo celular.

"A internet é a opção mais barata, rápida e simples para fazer pedidos. Passo o dia fora, no trabalho, e quando chego em casa opto pela maneira mais eficaz de pedir comida", conta.

Crescimento

De acordo com a pesquisa da consultoria Gouvêa de Souza, o delivery de comida a partir de pedidos pelo telefone e pela internet representam, respectivamente, 24% e 9% do faturamento dos estabelecimentos que oferecem esse tipo de serviço. A investigação aponta que 25% dos empreendimentos oferecem o serviço de pedidos via telefone. Outros 4% oferecem o delivery pela internet, além do atendimento no local, pedidos para viagem e encomendas por telefone.

Em Fortaleza, o executivo da iFood conta que são 2 mil pedidos por mês nos locais cadastrados Foto: Divulgação

"O delivery fideliza os clientes. A tendência é que os estabelecimentos se tornem multicanais", explica Ingrid Devisate, responsável pela área de desenvolvimento de negócios no setor de alimentação da empresa Gouvêa de Souza.

Conforme Ingrid, a tendência para esse mercado é de crescimento para os próximos anos. "Acredito que no ano que vem o número de empresas que oferecem o delivery on-line pode até dobrar, principalmente com o grande número.


Fonte: Diário do Nordeste