10/04/12 - Desafios e oportunidades para Copa 2014

 

Desde o primeiro momento em que Salvador foi indicada e confirmada como futuro palco de grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo em 2014 - a Copa América em 2015 foi transferida para o Chile e só acontecerá aqui em 2019 – e os jogos de futebol das Olimpíadas de 2016, as atenções com relação à preparação da capital baiana para fazer bonito diante de toda essa programação ganhou os gabinetes e as ruas.

“São desafios e oportunidades para cidade”, considera o assessor de Relações Internacionais e gestor do Escritório Municipal da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014, da Prefeitura Municipal de Salvador, Leonel Leal Neto.

“É fundamental a gente ter o que mostrar e poder atender os requisitos da Fifa, mas também ir mais além: aproveitar estes eventos para que a cidade venha a ficar melhor do que ela está”, disse à Tribuna.

Leonel Leal Neto já visitou as cidades de Lisboa, Joanesbourgo (África do Sul) e Barcelona, grandes cidades que têm protocolo de cooperação assinados com Salvador e passaram pela experiência de organizar eventos desta natureza e deles tiraram proveitos positivos.

“Com gestores destas cidades, participamos de encontros sobre turismo, legado ou herança positiva que fica pra cidade, e governança, um tema estratégico em eventos deste porte, que envolvem prefeitura, governo do estado, governo federal e a sociedade civil organizada, ministério público, ambientalistas, enfim, um conjunto muito amplo de entidades. Aprendemos muito com eles. Barcelona, por exemplo, não é um modelo, mais uma boa referência para Salvador”, admitiu.

Convocação

Agora, com a experiência que trouxe na bagagem, o gestor municipal da Copa convoca a sociedade organizada soteropolitana para “dar um salto qualitativo muito grande”. Conforme Leonel Leal Neto, algumas ações são de responsabilidade do poder público, outras são das entidades.

“Na última quarta-feira, por exemplo, nós recebemos um grupo de alunos de escolas públicas, que estão sendo capacitados pela Abav – Associação Brasileira das Agências de Viagens da Bahia –, com o apoio da prefeitura através do projeto Conhecendo Minha Cidade, para entender melhor sobre turismo e a história de Salvador. Desta forma, estes jovens se qualificam para trabalharem durante a Copa. Outros projetos também serão tocados pela Abih, da Indústria da Hotelaria, da Abrasel, dos Bares e Restaurantes, com Senac, Sebrae, que já estão capacitando pessoas para a Copa, evento que exigirá cerca de 10 mil profissionais de vários segmentos, bem qualificados.

Da baiana do acarajé ao motorista de táxi, é importante que isto possa ser ampliado, com universidades privadas, públicas, empresários, enfim, que o tema Copa do Mundo seja debatido.

A preparação da cidade para a Copa do Mundo não é uma responsabilidade exclusiva da prefeitura, e aproveitar este evento como um instrumento de desenvolvimento econômico e social, é uma responsabilidade coletiva’, concluiu Leonel Leal Neto, para quem, dentro deste contexto, o dono do restaurante deve trabalhar para apresentar aos clientes um cardápio bilíngue, tendo preferencialmente o inglês como segunda opção, uma forma de estar inteiramente integrado à proposta da Copa e oferecer um melhor serviço.

 

Fonte: Tribuna da Bahia