08/05/12 - Gastronomia nas escolas vai garantir mais saúde para todos



A alimentação do brasileiro tem, cada vez mais, poucos nutrientes e calorias em excesso. Essa confirmação revelada por recente pesquisa do IBGE recebeu uma sentença ainda mais grave do chefe do ‘Grupo de Obesidade’ da Divisão de Endocrinologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, o médico Márcio Mancini. Para ele, a tendência é que esse quadro “piore ainda mais”.

Sobre o assunto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem estudos e números ainda mais alarmantes: “A dieta de 90% dos brasileiros está fora do padrão recomendado no que diz respeito ao consumo de frutas, verduras e legumes”. Motivo: ela é composta prioritariamente por arroz e feijão, associados a alimentos calóricos e de baixo teor nutritivo.

Para melhorar a situação de Mato Grosso nesse universo, a Assembleia Legislativa aprovou em primeira votação a criação de um programa voltado para a formação de crianças, adolescentes, pais e merendeiras – dentro das escolas estaduais – com noções de uma gastronomia simples e acessível, e de hábitos alimentares saudáveis e sustentáveis.

O “Gastronomia Surpreendente” cria um curso de Fundamento Educativo e Sociocultural em Alimentação. A medida está no Projeto de Lei nº 663/2011, do vice-líder do governo do Estado, deputado Wagner Ramos (PR). Ela já recebeu parecer favorável da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da AL e está cumprindo a segunda pauta de votação.

“Um dos principais males que a vida moderna nos impõe é a conveniência. Sob o argumento de que não temos tempo de preparar os alimentos, escolhemos uma comida pronta, de nível comprometedor. Com esses hábitos, a qualidade da alimentação e a nossa saúde tendem a piorar cada vez mais”, alertou o republicano. O objetivo da proposta é a produção de refeições com base em alimentos de alta qualidade nutricional, substituindo produtos industrializados.

O programa também estimula a prática de cozinhar integrando toda a família e a criação de outros projetos na área de saúde. Ele promove, ainda, a sustentabilidade por meio da “cozinha consciente” com reciclagem e direcionamento de sobras e resíduos, e a produção de alimentos orgânicos e caseiros em substituição aos produtos com agrotóxicos, pesticidas e hormônios.

 

Fonte: O Documento