20/06/12 - Metade das refeições deverá ser feita fora de casa em 2022



Atualmente, cerca de um terço do orçamento das famílias brasileiras são gastos com refeições feitas  fora de casa.

 

Segundo o diretor da ECD, consultoria especializada em food Service (toda área responsável por produção e distribuição de comida fora do lar), Enzo Donna, em 2022, metade das refeições das famílias brasileiras serão feitas fora de casa. O número é bem próximo do realidade dos Estados Unidos, onde 48% das refeições são feitas fora de lar.

 

Segundo levantamento da ECD, até 2014 o mercado deve dever chegar a 70 milhões de refeições servidas por dia. No ano passado, desde o cafezinho até uma refeição completa foram servidas 63 milhões de refeições por dia e para 2012 a estimativa é que o número chegue 65,2 milhões.

 

Crescimento do setor

Segundo o especialista do setor e sócio da JPontara Inteligência do Mercado de Food Service, Jean Pontara, o mercado de refeição fora de casa é um dos setores que mais cresce no País.

 

Segundo ele, este crescimento é impulsionado pela distância entre o trabalho e a casa, o que impossibilita cada vez mais que o brasileiro faça refeições no domicílio.

 

Outro fator é o aumento da renda das famílias que, por não ser suficiente para compra de bens móveis, acabam sendo destinado para compra de bens de consumo e lazer.

 

“A população está cada vez mais direcionando parte da renda para o consumo e lazer, ou seja, estão jantando mais em restaurantes e consumindo mais fast foods”, explica Pontara.

 

Pontara ainda ressalta o aumento da participação da mulher no mercado de trabalho, o que influencia que os membros da família, como filhos e marido, acabem optando por fazer uma refeição fora do lar, pela ausência da mãe ou esposa.

 

Desafios do setor

Segundo o especialista, atualmente, o setor de food service, encontra dificuldade em encontrar profissionais devido a carga horária estendida.

 

Em sua opinião, o mercado terá que melhorar o salário desses profissionais para atrair a mão de obra necessária para atender a demanda.

 

Para 2014, com realização da Copa do Mundo, Pontara acredita que o setor não tem capacidade para atender a grande demanda com a estrutura atual.

 

Outro desafio, na opinião do especialista, será realocar todo o investimento feito na área de alimentação fora de casa após o evento.

 

“Os estabelecimentos deverão optar espaços multifuncionais, onde é possível servir uma refeição e ao mesmo tempo vender congelado ou até mesmo montar uma sala de reunião para atender os profissionais. A grande jogada nesta fase será a criação de espaços híbridos”, ressalta.

 

Fonte: InfoMoney