25/06/12 - Donos de bares e restaurantes investem em segurança eletrônica para conter arrastões




Câmeras que captam imagens no escuro e até botão de pânico fazem parte do esquema de segurança dos restaurantes e bares da cidade de São Paulo para enfrentar a onda de “arrastões” registradas nos últimos meses. No último Dia dos Namorados, a atenção foi redobrada nos estabelecimentos.
Só no feriado de Corpus Christi, foram três roubos em restaurantes da capital. A Polícia Militar tem adotado estratégias de policiamento para combater esses crimes, mas os proprietários também estão buscando outras iniciativas para inibir essas ocorrências.
O setor é a maior opção de lazer de milhões de paulistanos e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) tem uma listagem em que pede aos estabelecimentos que tomem determinadas precauções como usar câmeras de segurança e de botão de pânico, iluminar bem a entrada dos locais e treinar os manobristas.
Segundo o presidente do SIESE-SP, Dirceu Ribeiro, os sistemas de segurança eletrônica adotados pelos comerciantes auxiliam no rápido atendimento das empresas que oferecem o serviço, que além de enviarem atendentes para verificar o alarme, apoiam ainda a Polícia Militar no combate a este tipo de crime porque eles possibilitam que o 190 seja informado, imediatamente, caso o local esteja sendo roubado”, diz Ribeiro.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, se reuniu neste com as Polícias Civil e Militar e representantes dos bares e restaurantes para definir estratégias para combater esses “arrastões”. A primeira estratégia definida foi a iluminação das entradas dos locais e a instalação de botão de pânico nos estabelecimentos.
Empresários buscam novos produtos de segurança
Inaugurado neste ano, o restaurante Lupercio, nos Jardins, nasceu equipado de segurança. O empresário Carlos Martignago, dono do estabelecimento, procurou por uma empresa de monitoramento que oferecesse novos produtos de segurança eletrônica para o local. Além das 16 câmeras com tecnologia infravermelha, uma empresa do setor apresentou a ele o botão do pânico móvel. “Antes, o ladrão entrava disfarçado de cliente e ficava observando os pertences dos frequentadores, como os relógios. Eles agiam em silêncio e eram casos isolados. Com a notícia dos “arrastões”, procurei por outros produtos e serviços para deixar o meu negócio mais seguro”, comenta.
Martignago diz que hoje o cliente quer saber se o local é seguro. “Muitas pessoas ligam no restaurante para saber se aqui possui segurança própria porque elas estão com medo da violência”, relata.
GPS de celular ajuda polícia prender ladrões
No dia 20 de junho, mais um estabelecimento foi roubado, desta vez foi um bar na rua Maria Antônia, região central. Cinco homens armados, entre eles, um adoelscente de 16 anos, fugiram do local levando celulares, carteiras, bolsas, relógios e R$1 mil do caixa. Pouco depois da fuga, a polícia localizou dois dos suspeitos com a ajuda do GPS do celular de uma das vítimas.