Com Kirin, Schincariol eleva preço em 26%

 

Agradar ao cliente com aquele chope gelado ficou mais difícil para boa parte dos proprietários de bares e restaurantes, em cidades como Salvador, São Paulo e Curitiba, pois a Schin elevou em nada menos que 26% os preços do seu produto. O barril de 30 litros passou de R$ 162 para R$ 204, e o de 50 litros, de R$ 270 para R$ 340. Para o presidente executivo da Abrasel Nacional, Paulo Solmucci Junior, o aumento é abusivo e prejudica tanto os proprietários do setor como o consumidor.

“Com uma inflação em torno de 5% ao ano, um aumento no preço do barril de 26% é irreal e reflete o quanto os fabricantes querem elevar sua margem de lucro às custas do setor. No final das contas, empresário e consumidor serão prejudicados por esse aumento”, ressalta Solmucci.

Todos saem perdendo. Os proprietários de bares e restaurantes terão que elevar o preço da bebida e o consumo cairá.

Apesar de o aumento do preço do chope nestas cidades ter sido praticado apenas pela Schincariol, os proprietários de bares e restaurantes precisam ficar atentos, já que os outros fabricantes também podem alterar suas tabelas alegando aumento no custo de produção. “Tememos que a concentração de mercado faça com que as cervejarias comecem a impor, cada vez mais, preços abusivos ao setor”, alerta Solmucci.

Aumento de IPI para cerveja

Para piorar a situação do setor de bares e restaurantes, o governo federal anunciou o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) das chamadas bebidas frias como cerveja, água, refrigerantes e isotônicos, o que encarece os produtos. De acordo com a Receita Federal, o aumento só será sentido pelo consumidor em outubro deste ano, quando a medida entra em vigor.

O reajuste será decorrente da alteração da fórmula de cálculo do IPI e do PIS/Cofins, incidentes sobre cervejas e refrigerantes, resultando em um aumento da carga tributária da ordem de 27%, para cervejas, e de 10%, para refrigerantes.

A alta no preço do chope e na tributação da cerveja é extremamente prejudicial ao setor, já que essas bebidas são as preferidas dos brasileiros. Com isso, será acentuada a tendência de queda no consumo desses produtos. Em 2011, a redução foi de 1,5%, em comparação com 2010. Este ano, no acumulado de janeiro a maio, a queda já chega a 1,6%. A maior queda do ano foi verificada em maio: 5,5% em relação a abril.

 

Fonte: Abrasel Informa