24/08/2012 - McDonald's é acusado de violar privacidade infantil online


A rede de comida fast-food americana, McDonald's, junto a mais quatro empresas, está sendo acusada de violar a privacidade infantil online, coletando informações sobre estas através de sites infantis apelativos e utilizados pelas crianças. Confira a matéria.

Nesta quarta-feira, 17 organizações de advocacia irão apresentar queixas na Comissão de Comércio Federal dos Estados Unidos, acusando a rede de fast food McDonald's e outras quatro grande empresas de violarem regras de privacidade infantil online. Segundo o Mashable, os advogados dizem que as companhias estariam usando sites destinados a crianças para coletar informações pessoais dos usuários sem o consentimento dos pais ou responsáveis.

Entre as outras acusadas estão Viacom, General Mills, Turner Broadcasting Systems e Doctor's Associates, que detém a marca Subway. Sites relacionados a essas companhias, e ao McDonald's, usariam jogos, serviços e até campanhas de marketing viral para estimular que o público infantil fornecesse informações como endereços de e-mail e até upload de fotos pessoais.

"Nenhuma desta empresas fornece avisos suficiente na hora de coletar endereços de e-mail de crianças", disseram advogados que encaminharam as queixas. "Tais empresas também não fazem qualquer esforço para obter consentimento dos pais quanto à coleta e uso do e-mail das crianças", acrescentaram.

Segundo o grupo, tais práticas violam o Ato de Proteção à Privacidade Infantil Online (Coppa, na sigla em inglês), que limita como as companhias podem coletar e usar informações fornecidas por crianças na internet.

Um porta-voz da Nickelodeon, empresa de conteúdo infantil contralada pela Viacom, não quis comentar detalhes da denúncia alegando que a empresa ainda desconhecia a acusação. Entretanto, um representante do site Nick.com disse ao National Journal que o serviço não gravava nem armazenava nenhum dado de endereço de e-mail.

Já a General Mills alegou que o recurso de "enviar para um amigo" não é proibido pelo Coppa, desde que as informações sejam imediatamente excluídas após o envio da mensagem.
As outras companhias ainda não comentaram as acusações.


Fonte: Terra-BR  - 22/08/2012