14/03/12 - Setor de bares vive boom no estado de SP

O setor de bares e restaurantes vive expansão, mas a quantidade de estabelecimentos que fecham é grande Reinaldo Chaves/Agência BOM DIA

O estado de São Paulo teve cerca de 34 bares abertos por  dia em 2011. Para restaurantes, a média também foi grande, de 23 por dia. Os dados são da Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo).

O setor de bares e restaurantes vive uma grande expansão, mas a quantidade de estabelecimentos que fecham as portas também impressiona: só ano passado foram  2.026 bares e 1.772 restaurantes.

O diretor da  Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de São Paulo, Edson Pinto, atribui o grande número de empresas abertas ao bom momento da economia brasileira, maior organização patronal, mais incentivo ao setor de turismo no país e a falsa ideia de que é fácil administrar esse tipo de negócio. “Com R$ 30 mil,  R$  40 mil, hoje é possível abrir um pequeno bar, mas como muitos são mal administrados, metade fecha em até dois anos”, afirma.

O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) estima que existem no país cerca de 1,5 milhão de bares e restaurantes, que empregam 4,5 milhões. É o segundo subsegmento que mais emprega no país, depois da construção civil.

riqueza/ O salário médio do trabalhador brasileiro foi recorde em janeiro, chegando a R$ 1.672,20, valor mais alto para o mês desde março de 2002. Essa melhora na renda  é o que vem estimulando mais pessoas a comerem ou beberem fora de casa.

A consultora do Sebrae-SP especialista para alimentação fora do lar,  Karyna Dantas, destaca que a vida noturna e a gastronomia no país já se transformaram numa grande fonte de riqueza.

“O entretenimento dos centros urbanos já é completamente ligado aos bares e restaurantes”, afirma a consultora do Sebrae. Ela critica, porém, o amadorismo do setor, o que impede muitos negócios de vingarem. “Ainda é comum os empresários montarem o cardápio sem pensar no almoço e jantar. Também não pensam nos períodos de maior movimento ou ociosidade. Isso é jogar dinheiro fora”, ressalta.
A especialista diz que o empresário deve fazer uma grande reflexão, levando em conta fatores como público a ser atendido, fornecedores e leis que deve cumprir. É preciso habilidade para o negócio.