26/09/2012 - “Síndrome da pressa” pode gerar problemas alimentares e distúrbios do sono

A "Síndrome da Pressa" é muito comum hoje em dia, principalmente em empresários e outros trabalhadores. Esta Síndrome foi diagnosticada há pouco tempo, é decorrente do Transtorno de Ansiedade e pode atrapalhar o sono e a alimentação. Confira a notícia completa.

“Síndrome da pressa” pode gerar problemas alimentares e distúrbios do sono

Nos dias de hoje é muito comum ouvir alguém reclamar que 24 horas não são mais suficientes para o dia. Quem costuma dizer isso está sempre com pressa, olhando o relógio a cada minuto e por vezes exigindo que os outros também estejam no mesmo ritmo.

Essas podem ser características da chamada “síndrome da pressa”, diagnosticada há pouco tempo e decorrente do Transtorno de Ansiedade. Segundo o clínico geral André Negrão, do Hospital e Maternidade São Luiz, “a pressa exagerada acarreta, inclusive, inúmeros problemas relacionados à alimentação e ao sono”.

Por sua praticidade, fast food é o tipo de alimentação preferida de quem sofre com a síndrome, mas esse tipo de comida causa uma sobrecarga de sódio no organismo, trazendo problemas como gastrite e obesidade. O estresse constante também pode causar insônia, que leva à falta de concentração e irritabilidade no dia a dia.

“Em alguns casos, o estresse pode até mesmo provocar pressão alta”, alerta o especialista. As mulheres entre 20 e 40 anos de idade são as que mais sofrem com isso devido à correria gerada pela dupla jornada - além das obrigações profissionais, muitas também precisam cuidar da casa e dos filhos.

A pró-atividade, competência muita exigida aos profissionais de hoje, também é considerada uma das causas da síndrome. A sensação é de que é preciso estar sempre à frente em tudo, prevenindo problemas tanto no âmbito profissional quanto pessoal.

Para desacelerar, vale ter em mente a importância de almoçar com calma, evitar olhar o relógio com frequência e diminuir o consumo de cafeína. Porém, se a ansiedade e a pressa forem incontroláveis, terapia e medicamentos podem ser necessários.


Fonte: Espaço Saúde da Mulher - 25/09/2012